A Bravoluz possui a lâmpada que você procura, com garantia de qualidade e a maior variedade.

(41) 992-366-859 / 995-761-969 (Tim)
contato@bravoluz.com.br
bravo vendas
media

Cinema: Projeção Digital X Projeção Analógica

A transição para o cinema digital (DCinema) é uma realidade em todo mundo.

A transição digital significa a substituição dos projetores 35 mm – no mercado há mais de 100 anos – por aparelhos digitais. Em relação à tecnologia, a projeção de película e a projeção digital são completamente diferentes. Como explica o engenheiro eletrônico, José Francisco Neto, ABC: “no projetor de película, a luz atravessa um obturador que bloqueia a passagem da luz durante 24 vezes por segundo para que o filme possa mover-se. Por isso é possível perceber a tela piscando levemente. Já o digital usa microespelhos para “ligar” e “desligar” cada pixel das cores primárias (vermelho, verde e azul) fazendo que suas cores mudem de estado em cada fotograma do filme. Com isto a tela não fica mais apagada durante algum tempo e a eficiência é maior. Não existem também as oscilações mecânicas do movimento da película e a projeção é completamente estável”. No que diz respeito às cores, o engenheiro esclarece que a película responde melhor aos tons escuros e saturados enquanto o digital tem mais gammas de cores luminosas. Já em relação ao som, há uma grande mudança, pois o DCinema alcança uma qualidade muito superior. Nos projetores 35 mm é utilizado o som analógico na banda ótica ou na forma digital (Dolby Digital, SDDS, DTS) com compressão e, como explica o técnico de mixagem José Luiz Sasso, ABC, no DCP (Digital Cinema Package) o formato de áudio utilizado é o WAVE, sem nenhuma compreensão, o que garante uma qualidade muito superior.

A projeção digital é a última etapa que faltava para a possibilidade de total digitalização do processo cinematográfico, que se inicia nas filmagens (em que grande parte dos projetos já é feito com câmeras digitais), passa pela pós-produção (a primeira etapa a migrar para o digital, que já se encontra 100% digitalizada) e, agora, cada vez mais, termina na exibição. Países como a Holanda e a Noruega estão com suas salas de cinema 100% digitalizadas. Outros, como Estados Unidos, França e Japão alcançaram a média de 80% de telas digitais.

Na contramão deste processo, a América Latina demonstra dificuldades em acompanhar a rápida implementação da projeção digital que acontece em diversos lugares do mundo. Segundo dados divulgados pelo Film Journal, o  Brasil, considerado um dos principais mercados da região (apenas atrás do México), tem cerca de 600 telas digitais, a grande maioria em redes estrangeiras, o que corresponde a 23% de suas salas de cinema (atualmente, o Brasil possui cerca de 2350 salas).

A transição para a projeção digital ocorre por diversos motivos. Primeiro, a qualidade atingida pelo projetor digital é similar à qualidade que alcança um projetor 35 mm, como acredita José Augusto Blasiis, coordenador de operações do CasablancaLab. Em segundo lugar, há diversas questões práticas que impulsionam a transição para o digital. Para o diretor de fotografia Marcelo Trotta, ABC, o custo da cópia é um dos responsáveis pela mudança, o que facilita a distribuição.

Os projetores com padrão DCI são capazes de exibir imagens de altíssima qualidade e, segundo Blasiis, tecnicamente é um padrão excelente, mesmo que menor – o que no futuro irá mudar o aspecto de tela no mundo. Porém, como coloca Tieres Tavares, quando falamos do padrão DCI não se pode levar em consideração apenas os projetores. O padrão DCI: “é o conjunto de normas e equipamentos com certificação DCI que garantem a qualidade e segurança do conteúdo a ser exibido. Segurança para toda a cadeia produtiva: produtores, distribuidores, exibidores”. Desta forma, necessita que toda a cadeia cinematografia esteja atenta aos padrões estabelecidos para que seja possível alcançar a qualidade desejada para o filme.



Extraído de: http://www.abcine.org.br/artigos/?id=1022&/projecao-digital-os-desafios-da-transicao-no-brasil

Produtos relacionados